Record, SBT e RedeTV! preparam corte de sinal e armam guerra contra a TV paga
Nesta semana, a Simba começou a enviar às operadoras uma proposta comercial.
Juntas, as três redes detêm 19,7% da audiência de todos os canais, entre abertos e pagos, no cabo e no satélite, de acordo com dados de dezembro. Mais relevantes do que elas, só a Globo (30,7%).
As emissoras de TV já sabem que as operadoras irão recusar qualquer negociação para pagar pelos sinais abertos, que são gratuitos. As operadoras estão dispostas a pagar para ver o que acontecerá, uma vez que estar na casa do assinante de TV por assinatura, quase 30% da população do país (e justamente a mais rica e educada), também é importante para as redes abertas, que vivem de publicidade.
As emissoras abertas também estão dispostas a pagar para ver se as operadoras resistem à perda de clientes, que exigirão seus sinais.
Executivos da Record, SBT e RedeTV! dão como certo que não haverá acordo com as operadoras e que, em abril, suas frequências serão cortadas em São Paulo, onde opera a Net, a maior do país.
O corte na TV paga ocorrerá assim que o sinal de TV analógico, cuja distribuição é obrigatória e gratuita no cabo, for desligado na Grande São Paulo, o que está previsto para 29 de março. Depois virão Goiânia (31 de maio) e as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte (26 de julho).
Os dirigentes das TVs abertas têm um “padrinho” muito forte: o bispo Edir Macedo. O dono da Record, segundo altas fontes, está convencido de que é justo as operadoras pagarem por seus sinais de alta definição, uma vez que já remuneram a Globo, e de que essa receita é relevante _as redes estimam que podem faturar de R$ 360 milhões a R$ 1 bilhão por ano.












































































