De férias no nordeste, curitibana vê a própria foto em carrinho de crepe
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Jornalista de Curitiba decobriu que uma foto sua estampa carrinho de crepe francês no Rio Grande do Norte (Foto: Francielly Azevedo/ arquivo pessoal)
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O carrinho de crepe francês é o sustento de um ambulante João Batista de Mendonça, de 36 anos. Desde 2000, ele trabalha na praia. Aleatoriamente, ele fez uma pesquisa na internet por “crepe francês mulher” e encontrou a foto da jornalista. Sem hesitar, decidiu colocar a foto para ajudar nas vendas na beira da praia.
Batista nem se importou com o fato do “figurino da modelo” estar destoante do cenário das vendas – blazer, blusa de lã e camisa.
“Era mais uma reportagem, mas um dia legal. Eu achei legal o formato do crepe francês, porque a gente está mais acostumado com o crepe suíço, e fiz a foto”, lembrou.
“Eu estava deitada, veio um rapaz me oferecer um crepe e eu falei que não queira. Eu levantei, sentei e o carrinho estava estacionado exatamente na frente da minha espreguiçadeira. Isso que eu achei mais louco, a coincidência. Mais de três mil quilômetros, eu sair de Curitiba e achar minha foto no carrinho de crepe”.
‘Sou eu mesma’
No momento em que se deparou com o carrinho de crepe, Francielly não conseguiu convencer o ambulante que era ela na foto.
Hoje, a jornalista está loira e, como dizem, com a cor do verão conquistada após 15 dias de sol no Rio Grande de Norte. “Eu tentei explicar para ele, mas ele não acreditou. Ele dizia que não era eu, e eu dizia que sim, mostrei a pinta no rosto e tudo”.
O ambulante só acreditou que de fato estava na frente da “modelo” quando ela disse, sem olhar, o que estava escrito no cordão do crachá que aparece na foto.
A coincidência não saiu da cabeça da jornalista, que queria encontrar o ambulante novamente para poder tirar uma foto do lado do carrinho e contar para os amigos.
“Andei a orla toda e não o encontrei. Quando eu o avistei, saí correndo atrás do carrinho, e ele saiu correndo também. Eu correndo atrás dele, e ele correndo de mim porque ele achou que ia chamar a polícia, ia fazer alguma retaliação”, contou aos risos a jornalista.
Mais calmo, o ambulante entendeu que Francielly não tinha intenção de chamar a polícia e que havia achado graça da coincidência. “Ele acabou me dando uns quatro crepes. Vendi o direito de imagem por quatro crepes”, brincou.
“Fama”
Passado o susto, Batista disse ao G1 que, agora que tem a autorização de Fancielly, não vai substituir a foto. “Não vou tirar, não.
Antes, o carrinho tinha a imagem do crepe, mas as pessoas tinham dúvidas de como comer.
“Eu vi a foto na internet, eu pedi para o rapaz que trabalha com adesivo colocar uma foto de uma mulher segurando um crepe. Eu nem conhecia ela, e hoje está nas redes sociais”.
Batista conta que quase não acreditou que estava cara a cara com Francielly.
“Quase que eu não acreditei, mas ela ficou rindo. Eu pensei que ela ia ficar endiabrada comigo, mas ela disse que não e perguntou se não tinha uma foto mais bonita. Eu disse que não, era só aquela mesmo”, lembrou o ambulante.
Fonte: G1 PR

































































