OMS confirma 11 casos de hantavírus ligados a cruzeiro e descarta disseminação maior

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou 11 casos de hantavírus relacionados ao surto registrado no navio de cruzeiro MV Hondius, incluindo três mortes. A atualização foi divulgada nesta terça-feira (12) pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Madri. Apesar do aumento no número de infectados, a OMS informou que, até o momento, não há sinais de disseminação mais ampla da doença.

Segundo Tedros, a situação ainda exige acompanhamento, principalmente por causa do longo período de incubação do vírus. A OMS informou que os sintomas podem aparecer entre uma e oito semanas após a exposição. Por isso, a entidade recomendou que os passageiros evacuados do navio permaneçam em quarentena por 42 dias.

A nova atualização ocorre após a Espanha confirmar mais um caso ligado ao cruzeiro. Uma passageira espanhola, retirada da embarcação no domingo (10), testou positivo para hantavírus após ser colocada em quarentena em um hospital militar em Madri. De acordo com o Ministério da Saúde espanhol, ela apresentou febre e dificuldade para respirar, mas permanece estável e sem piora clínica evidente. Outros passageiros espanhóis evacuados testaram negativo até o momento.

De acordo com a OMS, nove dos 11 casos confirmados são da cepa Andes do hantavírus, uma variante considerada rara e que pode ser transmitida entre pessoas em situações específicas de contato próximo. Em geral, o hantavírus é transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados. A doença pode causar sintomas como febre, calafrios e dores musculares, mas também pode evoluir para insuficiência respiratória grave.

Na Holanda, 12 funcionários de um hospital universitário foram colocados em quarentena preventiva após manipularem fluidos corporais de um paciente infectado sem seguir protocolos reforçados de segurança. O Radboud University Medical Center informou que o risco de transmissão é baixo, mas adotou a medida como precaução.

O surto começou durante uma expedição do MV Hondius entre a Argentina, a Antártida e ilhas remotas do Atlântico Sul. Segundo autoridades sanitárias, é o primeiro surto de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro. Nos últimos dias, países organizaram operações de evacuação e repatriação dos passageiros.

Ao todo, 87 passageiros e 35 tripulantes deixaram o navio em Tenerife, na Espanha, utilizando equipamentos de proteção. Três mortes foram registradas desde o início do surto: um casal holandês e um cidadão alemão. A embarcação segue agora para Rotterdam, na Holanda, onde deverá passar por limpeza e desinfecção.

*Com informações do G1

Postado em 12 de maio de 2026