Número de candidatos ao governo tende a cair após pico em 2022

O histórico das eleições para o governador do Rio Grande do Norte revela um movimento cíclico no número de candidatos, com tendência de até o fim do prazo de registros das chapas em 16 de agosto, apenas cinco partidos políticos confirmem postulantes à sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT) às eleições de outubro de 2026, mesmo número de candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nas eleições de 2010 e 2014.
A fragmentação de candidaturas, reflete mudanças no ambiente político e no comportamento do eleitorado ao longo das últimas décadas. O maior número de candidatos ao governo do Estado ocorreu nas eleições de 2022, com registros de nove candidaturas, uma a mais que no pleito de 2018.
Para a disputa majoritária deste ano, já estão lançados três pré-candidatos de linha esquerdista e dois de linha política à direita. No campo situacionista o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), que ainda anda atrás de um vice.
Pelo lado da oposição de centro-direita, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), desponta como um dos nomes, tendo como companheiro de chapa o deputado estadual Hermano Morais (PV) e também o pré-candidato da direita e ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), cujo vice será o ex-presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), es-prefeito Anteomar Pereira da Silva (São Tomé), o “Babá”, também filiado ao Partido Liberal.
Os partidos de esquerda, incluindo o pré-candidato governista, aparecem com três indicações ao governo. O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) anunciou o nome do professor aposentado Dário Barbosa, que disputou o cargo em 2018 e 1998, tendo como pré-candidato, tendo como vice a jornalista Fernanda Soares.
Já a Federação PSOL/REDE terá como candidato o ex-vereador Robério Paulino, que em 2014 concorreu ao mesmo cargo.
Levantamento com base nas disputas entre 1982, quando ocorreu a primeira eleição direta para governos estaduais com o início da redemocratização do país e a projeção para 2026, mostra que o número de candidatos variou de quatro a nove nomes, com picos de pulverização em momentos mais recentes. Nas eleições da década de 1980 e início dos anos 1990, o cenário era mais enxuto, com até quatro candidaturas e forte polarização entre lideranças tradicionais.
A partir de 1998, o quadro passou a apresentar maior diversificação de candidaturas, alcançando oito nomes em 2002. Esse movimento esteve associado à ampliação do número de partidos e à presença de candidaturas ideológicas, embora nem todas com competitividade eleitoral, os chamados partidos “nanicos”.
Entre 2010 e 2018, o padrão se manteve relativamente estável, com cinco a oito candidatos, mas ainda concentrado em poucos nomes com viabilidade eleitoral.
O ápice da fragmentação ocorreu em 2022, quando nove candidatos disputaram o Executivo estadual, o maior número da série histórica recente.
Candidatos a governo por ano eleitoral
2026 – 5
2022 – 9
2018 – 8
2014 – 5
2010 – 5
2008 – 6
2002 – 8
1998 – 6
1994 – 4
1990 – 4
1986 – 4
1982 – 4
*Fonte – Justiça Eleitoral



