Irmãos são presos suspeitos por golpes em caixas eletrônicos em Natal; turista perdeu R$ 42 mil
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/S/d/fruspCSRiwfSOqYHBAyQ/capa-1-.png)
Turista sofre golpe de R$ 42 mil em caixa eletrônico de Natal — Foto: Reprodução
Dois irmãos, uma mulher de 20 anos e um homem de 23, foram presos suspeitos de integrar uma associação criminosa que aplicava golpes em terminais de caixas eletrônicos na Zona Sul de Natal. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava equipamentos conhecidos popularmente como “chupa-cabra” para reter os cartões das vítimas e depois fazer a troca por cartões falsos.
As prisões foram realizadas com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os dois irmãos foram localizados no estado fluminense e, segundo as investigações, estavam tentando aplicar o mesmo tipo de golpe em um terminal de caixa eletrônico quando foram presos.
O caso investigado no Rio Grande do Norte teve como vítima um turista italiano, idoso, que foi a uma agência bancária na Zona Sul de Natal para realizar um saque. De acordo com a Polícia Civil, o equipamento instalado pelos criminosos reteve o cartão da vítima.
Em seguida, integrantes do grupo se aproximaram e ofereceram ajuda. Nesse momento, segundo a investigação, eles trocaram o cartão original por outro falso.
Com os dados e o cartão da vítima, os suspeitos realizaram diversas compras e saques indevidos. O prejuízo ultrapassou 6 mil euros, o equivalente a aproximadamente R$ 42 mil.
Como funcionava o golpe
Segundo a delegada Danielle Filgueira, da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Defur), o grupo instalava o dispositivo no caixa eletrônico antes da chegada das vítimas.
Quando o cartão ficava preso no terminal, os criminosos se aproximavam e simulavam uma tentativa de ajudar a pessoa. De acordo com a delegada, os integrantes costumavam estar bem vestidos e apresentavam uma abordagem aparentemente cordial para conquistar a confiança das vítimas.
O cartão original era retirado pelos criminosos e substituído por um cartão falso. Depois, eles utilizavam o cartão verdadeiro para realizar compras e saques.
A delegada afirmou que, em muitos casos, as vítimas só percebem o golpe quando recebem a fatura ou identificam movimentações que não reconhecem na conta.
A delegada Danielle Filgueira afirmou que, apesar de não envolver necessariamente armas ou agressões físicas, o crime pode provocar consequências graves para as vítimas.
“Causam verdadeiros danos psicológicos a essas vítimas, tendo em vista que muitas vezes é todo dinheiro que aquela pessoa juntou durante toda uma vida retirado por conta de um golpe.”
Segundo ela, idosos podem enfrentar problemas familiares e psicológicos após sofrerem esse tipo de crime. “A gente caracteriza, sim, um ato criminoso de extrema violência, não física, mas sim uma extrema violência psicológica.”
Grupo atuava em outros estados
As investigações apontaram que os irmãos são naturais de Guarabira, na Paraíba, e que o grupo teria histórico de crimes semelhantes.
Durante as diligências para localizar os suspeitos, os policiais identificaram que eles estavam no Rio de Janeiro.
A Polícia Civil do RN entrou em contato com a Polícia Civil do Rio de Janeiro e solicitou apoio para o cumprimento dos mandados de prisão expedidos em razão dos crimes investigados em Natal.
De acordo com a delegada, os suspeitos também eram procurados por crimes semelhantes praticados em outros estados. “Esses criminosos viajam o Brasil inteiro praticando esse tipo de golpe”, afirmou.
A Polícia Civil orienta que pessoas que tiverem o cartão retido em um caixa eletrônico não aceitem ajuda de desconhecidos.
Segundo Danielle Filgueira, a recomendação é realizar operações bancárias, sempre que possível, durante o horário de funcionamento das agências. Assim, em caso de retenção do cartão, a pessoa pode procurar diretamente um funcionário do banco.
“Se o cartão fica retido, ela vai procurar ajuda de um funcionário do banco e nunca aceitar ajuda de terceiros”, recomenda.
A delegada também alerta que os criminosos não necessariamente apresentam características que possam levantar suspeitas.
“Eles não têm o estereótipo de criminoso que vai botar uma arma na sua cabeça. Eles são pessoas que falam manso, são pessoas que oferecem ajuda, mas são criminosos.”
Os dois irmãos permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforça que informações que possam auxiliar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.
*g1 RN



