Flávio Bolsonaro anuncia oposição dos EUA e aponta Rogério Marinho para presidência do Senado

Foto: Andressa-Anholete/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, afirmou em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28) ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Nos Estados Unidos com a família, ele anunciou que pretende liderar a oposição ao governo brasileiro a partir do exterior.
O documento, dirigido ao povo brasileiro e à comunidade internacional, foi divulgado pelo influenciador Paulo Figueiredo, aliado do senador. No texto, Flávio questiona o resultado eleitoral, acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguição política e alega que houve fraude na votação. Ele não apresentou provas que sustentem a acusação.
“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu, ao criticar a decisão que prorrogou por duas horas o horário de votação.
Flávio também rejeitou a caracterização de sua saída do país como fuga. Segundo ele, a viagem aos Estados Unidos teve o objetivo de evitar o que considera perseguição judicial.
“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, declarou.
O senador afirmou que não há mandado de prisão contra ele e mencionou possíveis medidas judiciais que, em sua avaliação, poderiam levar à prisão. Também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao governo americano por receberem sua família. Na carta, citou ainda o presidente da Argentina, Javier Milei, a quem atribuiu “coragem, senso de justiça e legalidade”.
Flávio cita Rogério Marinho, senador pelo Rio Grande do Norte
Um dos trechos da carta faz referência direta ao senador Rogério Marinho (PL-RN), representante do Rio Grande do Norte no Senado Federal. Flávio o apontou como seu candidato à presidência da Casa e afirmou que pretende assumir a liderança da oposição enquanto estiver nos Estados Unidos.
“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui”, declarou Flávio.
A menção coloca o senador potiguar em destaque na estratégia anunciada pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Rogério Marinho coordenou a campanha presidencial de Flávio e, na terça-feira (27), afirmou ter sido surpreendido pela viagem do aliado aos Estados Unidos. Segundo Marinho, os dois haviam conversado sobre a importância de Flávio assumir a liderança da oposição, mas ele não havia sido informado sobre a saída do país.
Senador promete estratégia de mobilização da oposição
Na carta, Flávio afirmou que continuará se comunicando regularmente com os brasileiros e prometeu apresentar uma estratégia para mobilizar parlamentares e apoiadores.
“Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos”, escreveu.
O senador encerrou a mensagem dizendo que sua saída do Brasil não representa abandono dos eleitores e afirmou que pretende continuar a disputa política.
“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre”, concluiu.
*Ponta Negra News



