Aumento na conta de luz gera alerta para novos hábitos de consumo nas residências

Com o acionamento de bandeiras tarifárias mais caras, famílias buscam alternativas criativas para reduzir o desperdício e poupar no final do mês
O susto ao abrir o envelope da conta de luz tem sido frequente em muitos lares. Entre mudanças climáticas e a necessidade de usar mais aparelhos elétricos, o valor final da fatura acaba pesando muito mais do que o planejado no orçamento familiar mensal.
Não é apenas uma questão de tarifas mais altas, mas também de como os eletrônicos modernos consomem energia mesmo quando parecem estar desligados. Aquela luzinha vermelha da televisão ou do micro-ondas, por exemplo, é um pequeno ralo de dinheiro que passa despercebido durante o ano todo.
Mudar a cultura do consumo dentro de casa exige paciência e a colaboração de todos que moram sob o mesmo teto. Não adianta um economizar se o outro esquece a luz do corredor acesa ou toma banhos intermináveis no chuveiro elétrico no modo inverno.
A boa notícia é que pequenos ajustes na rotina podem gerar uma economia real de até 20% no valor total. São detalhes que, somados, fazem uma diferença gritante quando o boleto chega, permitindo que esse dinheiro seja usado para outras necessidades da casa.
Entender quais são os aparelhos que mais “puxam” energia é o primeiro passo para retomar o controle das despesas e não ficar refém das variações do setor elétrico.
Os vilões ocultos da sua conta de energia
O chuveiro elétrico continua sendo o campeão absoluto de consumo na maioria das casas brasileiras. No inverno, o uso da resistência no máximo pode elevar o gasto de forma assustadora, principalmente em famílias numerosas onde o tempo de banho não é controlado.
Outro aparelho que merece atenção redobrada é o ferro de passar roupas. O ideal é acumular o máximo de peças possível para passar tudo de uma única vez, evitando o liga e desliga que consome muita energia para aquecer a base do ferro repetidamente.
A geladeira também desempenha um papel crucial. Se a borracha de vedação estiver gasta, o motor precisa trabalhar o dobro para manter a temperatura interna fria. Um teste simples com uma folha de papel presa na porta pode indicar se está na hora de trocar o componente e economizar.
Como usar o ar-condicionado sem falir no final do mês
Em regiões mais quentes, o ar-condicionado deixa de ser luxo e vira necessidade, mas ele pode ser o maior inimigo da economia se usado de forma errada. Manter os filtros limpos é essencial para que o aparelho não precise se esforçar além do necessário para refrigerar o ambiente.
A temperatura ideal para o corpo humano e para o bolso gira em torno dos 23 graus. Tentar gelar o quarto colocando o aparelho no 17 só faz com que o compressor nunca desligue, consumindo uma quantidade absurda de eletricidade sem necessariamente trazer mais conforto imediato.
Manter as janelas e portas bem fechadas e usar cortinas que bloqueiem o sol direto ajuda a manter o frescor por mais tempo. Assim, o aparelho trabalha em ciclos mais curtos e o consumo despenca drasticamente ao longo do mês.
Iluminação inteligente e o fim do modo de espera
Trocar as lâmpadas antigas por modelos de LED já é um passo comum, mas o reaproveitamento da luz natural ainda é pouco explorado. Pintar paredes internas com cores claras e manter as janelas livres de obstáculos pode reduzir a necessidade de luzes acesas durante o dia.
O hábito de tirar aparelhos da tomada quando não estão em uso, como carregadores de celular, cafeteiras e videogames, combate o chamado “consumo vampiro”. Pode parecer pouco, mas no acumulado de 30 dias, essa prática ajuda a baixar alguns reais valiosos na fatura.
Existem também os sensores de presença para áreas como garagens e lavanderias, que garantem que ninguém esqueça a luz acesa por horas a fio sem necessidade. É um investimento pequeno que se paga em poucos meses de uso contínuo.
A importância de verificar a fiação antiga da casa
Muitas vezes, o problema do gasto excessivo não está nos aparelhos, mas nas “tripas” da casa. Fiações muito antigas ou com emendas malfeitas geram aquecimento excessivo nos fios, o que se traduz em perda de energia e aumento no valor da conta de luz.
Se você mora em uma residência com mais de 20 anos e nunca revisou a parte elétrica, pode estar pagando por uma energia que sequer está usando. Chamar um profissional para fazer uma vistoria pode identificar fugas de corrente que são perigosas e caras.
Além da economia, uma revisão elétrica traz segurança para a família, prevenindo curtos-circuitos e possíveis incêndios. É o tipo de manutenção preventiva que salva o bolso e protege o patrimônio de forma eficiente e duradoura.
*Ponta Negra News



