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Itep faz coleta de DNA de parentes de desaparecidos em Natal

Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte faz coleta de DNA durante campanha nacional — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte faz coleta de DNA durante campanha nacional — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

O Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN) participa da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, promovida pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública. O objetivo é coletar materiais biológicos de familiares de pessoas desaparecidas com o intuito de realizar busca no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).

De acordo com dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), em 2020, no RN, foram registrados 232 casos de desaparecimento. Em 2021, entre os meses de janeiro a abril, foram 101 casos. No Itep existem registradas e armazenadas amostras biológicas de 238 cadáveres colhidas após exame antropológico. Essas pessoas não foram identificadas ou reclamadas por familiares até o momento.

O Itep participa da campanha através do Núcleo de Antropologia Forense, que fará o levantamento dos dados antropométricos dos familiares; e do Laboratório de Genética Forense, que realizará as coletas bem como o processamento das amostras de DNA, que posteriormente serão comparadas com o material genético oriundo de restos mortais de cadáveres não identificados armazenados nos institutos médico-legais, em busca da identificação destas pessoas.

De forma totalmente voluntária, a coleta deve ser feita, preferencialmente, por familiares de 1° grau da pessoa desaparecida, seguindo a ordem de preferência: pai e mãe; filhos; irmãos. O DNA do próprio desaparecido também poderá ser extraído de itens de uso pessoal, tais como: escova de dentes, escova de cabelo, aparelho de barbear, aliança, óculos, etc. Esses materiais também poderão ser entregues nos pontos de coleta da campanha.

Em Natal, as coletas poderão ser realizadas até sexta-feira (18), no Laboratório de Genética Forense do Itep, situado na Delegacia Geral da Polícia Civil (Degepol), na Avenida Interventor Mário Câmara, 3532, Cidade da Esperança. O horário dos atendimentos para a coleta é das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Na quarta-feira (16), no chamado “Dia D” da campanha, as coletas serão realizadas na Escola de Governo, situada no Centro Administrativo do Rio Grande do Norte, em Lagoa Nova.

O requisito para se fazer a coleta é que o familiar do desaparecido tenha registrado oficialmente o boletim de ocorrência policial em qualquer delegacia. É preciso apresentar o documento de identificação com foto (RG, CNH) dos dois familiares selecionados para doar material biológico e/ou do responsável legal do doador menor.

Quanto à pessoa desaparecida, é necessário levar documentos de identidade: carteira de identidade, certidão de nascimento, carteira de trabalho ou carteira de reservista. Além disso, em caso de haver, levar itens de uso único e pessoal, como escova de dentes, barbeador, roupa íntima usada, escova de cabelo, entre outros. Bem como, foto digital ou impressa da pessoa desaparecida. Se possível, informações sobre os trajes usados no dia do desaparecimento. Em caso de dúvida, os parentes das vítimas podem entrar em contato pelo e-mail dnacriminalrn@gmail.com.

O Itep informa que, após essa semana de campanha, o serviço será continuado com coletas também sendo realizadas em outras sedes regionais do instituto, nos municípios de Mossoró e Caicó, mantendo-se o atendimento na capital.

Todo o material recolhido será utilizado com a finalidade exclusiva de identificação de pessoas desaparecidas por intermédio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). O banco é coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

*G1 RN

Postado em 14 de junho de 2021 - 18:50h

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