O Comunicador

Cachorro resgatado com vida dos escombros do Edifício Andrea morre em clínica veterinária


Lucky tinha 10 anos de idade e morreu dois dias depois de ser retirado das ruínas do Edifício Andrea

Lucky, cachorro da raça dachshund, que foi resgatado com vida pelo Corpo de Bombeiros dos escombros do Edifício Andrea, não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada desta sexta-feira (18), em uma clínica veterinária onde recebia atendimento. O animal passou cerca de cinco horas soterrado nos entulho do prédio que desabou na manhã da última terça-feira (15), em Fortaleza, e havia sido retirado no mesmo dia da queda.

De acordo com Kátia Nogueira, tutora do cachorro, Lucky tinha 10 anos, sofria de problemas cardíacos e tinha hérnia de disco. A analista contábil morava no apartamento 701 do Edifício Andrea com o esposo, a filha e o cachorro. Os pais dela moravam na cobertura do prédio, mas não estavam em casa no dia da tragédia.

“Ele já era idoso e sofria de problemas no coração e tinha hérnia de disco. Não conseguiu resistir ao estresse que passou. Ficou sufocado, passou horas soterrado”, relata.

Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, Kátia contou que, após os bombeiros resgatar o cachorro dos escombros do edifício, ela o levou para um clínica veterinária com um ferimento na cabeça. Segundo Kátia, após atendimento, Lucky recebeu alta na quinta-feira (17), e estava “aparentemente bem”.

“Fui buscá-lo ontem na clínica e ele estava aparentemente bem. Aí, a gente foi para uma missa e depois ele começou a passar mal. Levamos ele de volta para a clínica, mas ele não resistiu”, conta.

Vídeos mostram operário quebrando coluna do Edifício Andrea

Imagens de câmeras de segurança internas do Edifício Andrea, prédio de sete andares que desabou na terça-feira (15), no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, mostram operário da empresa contratada para realizar a reforma, quebrando as colunas de sustentação momentos antes da queda.

O vídeo, obtido pelo Sistema Verdes Mares, mostra dois engenheiros, a síndica do prédio, o porteiro e um operário, que quebrava colunas dos prédio. As imagens contradizem o depoimento do engenheiro, que citou à polícia que as obras ainda iriam começar. Todos da cena sobreviveram, mas a síndica ainda está desaparecida.

*Diário do Nordeste

Postado em 18 de outubro de 2019 - 19:11h

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