O Comunicador

Pai faz vaquinha para filho que perdeu o pênis em cirurgia de fimose

Pai criou a campanha para realizar uma cirurgia reparadora no filho. Foto: Facebook/Reprodução

Um pai de um menino que perdeu o pênis durante uma cirurgia de fimose em Minas Gerais criou uma vaquinha online para custear o tratamento da criança. O estudante de tecnologia agrícola Alberthy Rocha, de 24 anos, criou a campanha com o intuito de procurar um especialista capaz de realizar uma cirurgia reparadora no garoto, operado em um hospital público na cidade de Malacacheta. Até esta quinta-feira (17), mais de R$ 25 mil já haviam sido arrecadados na campanha.

Ele afirma que o filho foi vítima de um erro médico. A cirurgia, realizada pelo SUS, aconteceu no dia 16 de setembro. “Um procedimento que geralmente tem duração de 30 minutos durou por volta de 4 horas e, quando terminada, meu filho estava reclamando de muita dor e tontura. Solicitamos a troca dos lençóis da cama e dos curativos e, para nossa surpresa, percebemos que não havia um pênis visível no meu filho. O médico disse que com 10 dias o pênis começaria a desinchar e aparecer”, explica ele.

A explicação não convenceu Alberthy. “Vendo meu filho agonizando de dor, tive que assinar um termo de responsabilidade e fomos para Teófilo Otoni. Lá, o pediatra que analisou caso disse que nunca tinha visto uma situação dessas e nos encaminhou para um urologista. Durante a consulta, o médico também afirmou que não tinha visto uma situação como essa e marcou um procedimento cirúrgico de verificação”, conta.

A nova cirurgia foi realizada no mesmo dia. “Quando tiraram os pontos, me chamaram e disseram:
‘Constatamos a amputação do pênis do seu filho’. Entrei em choque… tentei me mover, mas estava paralisado e precisei ser amparado por enfermeiros”, recorda o estudante, que se separou da mãe da criança há um ano.

O médico responsável pela primeira cirurgia morreu dois dias depois do procedimento. A causa da morte teria sido um infarto. O caso está sendo investigado pela delegacia de Teófilo Otoni, que responde pela comarca de Malachacheta. O inquérito vai apurar se a responsabilidade do caso foi do médico que morreu ou se outros profissionais também estão envolvidos.

*OP9

Postado em 17 de outubro de 2019 - 15:18h

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