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Japão pagou US$ 1,5 milhão para Conmebol por Copa de 2002, diz jornal

O Japão deu a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) US$ 1,5 milhão para ser repartidos entre as confederações nacionais em troca de votos para sediar em conjunto com a Coreia do Sul a Copa do Mundo de Futebol. A informação foi publicada nesta sexta-feira pelo jornal espanhol AS, que ouviu um empregado da Conmebol que participou do esquema.
De acordo com esta pessoa, que o jornal chama de “Confidente X”, o ex-presidente da Federação Japonesa, Ken Naganuma, já falecido, foi quem enviou o dinheiro diretamente para a Conmebol, à época presidida pelo paraguaio Nicolás Leóz, que no momento se encontra em prisão domiciliar. O cartola, entretanto, não repartiu a quantia entre as confederações nacionais. 

“Esse 1,5 milhão se distribuiu de outra forma: 1,2 milhão Leóz colocou diretamente em sua conta; 200 mil foram para Eduardo de Luca, secretário geral da Conmebol (à época) e 100 mil para Zorana Dannis, a pessoa que fazia a relação entre Combebol e Fifa. 

Ela tinha um escritório no Estados Unidos”, disse o Confidente X.
O jornal diz que documentos dos Confidente X mostram que a quantia de US$ 1,2 milhão chegou em nome da Comebol, mas Leóz desviou a sua conta pessoal, a número 1596/2 do Banco do Brasil em Assunção. Os outros dois depósitos foram parar no Northern Trust International Bank, de Nova York, e o outro a um agência do Citibank em New Jersey. 

De acordo com o Confidente X, esta foi apenas algumas das operações feitas por Leóz e nem todas passaram pelas suas mãos. “Eram práticas habituais e seguidas, até o momento que era impossível separar as contas privadas de Leóz das da Conmebol”, disse.
A candidatura de Coreia do Sul/Japão foi vencedora contra a apresentada pelo México para o Mundial de 2002. 
UOL
Postado em 20 de junho de 2015 - 20:08h

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