O Comunicador

Retroescavadeira é usada para aterrar ‘caverna’ feita no maior presídio do RN

A ‘caverna’ de 15 metros quadrados – escavada por presos sob o piso de um dos pavilhões da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte – já está sendo aterrada. Neste sábado (13), uma retroescavadeira foi enviada á unidade para empurrar areia e brita para dentro do buraco. Algumas passagens da galeria, que possuíam aberturas para o interior das celas, foram concretadas.

“Devemos concluir o serviço ainda neste domingo (14)”, afirmou agente penitenciário Ivo freire, diretor da unidade. 


A estrutura, que segundo o diretor seria usada para a maior fuga da história da penitenciária, foi descoberta na manhã do dia 9. O custo da obra, no entanto, ainda não foi calculado.

Ao G1, Ivo Freire disse que a areia utilizada no aterramento está sendo retirada da própria penitenciária. “Areia é o que mais temos aqui, uma vez que Alcaçuz encontra-se sobre uma região de dunas. As britas foram trazidas por caminhões. Usamos o trator para escavar uma passagem no lado de fora do pavilhão, por onde a terra e as pedras estão sendo empurradas parta dentro do buraco”, explicou o diretor. Alcaçuz fica no município de Nísia Floresta, na Grande Natal. 


Com mais de 900 presos, é a maior unidade prisional do Rio Grande do Norte.

No Pavilhão 1, onde a caverna foi descoberta, está parte dos presos investigados na Operação Alcatraz, deflagrada no início do mês e que aponta a existência de facções ditando regras e comandando crimes a partir de presídios do Rio Grande do Norte. Ainda de acordo com o Ivo, os presos do pavilhão devem ser retirados das celas no início da próxima semana para que uma revista seja realizada no local. O objetivo, segundo ele, é encontrar o túnel principal, abertura inicial feita pelos presos que realizaram a escavação da caverna. 

Via Jair Sampaio
Postado em 14 de dezembro de 2014 - 22:53h

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