O Comunicador

Mulher morta em acidente com bloco faria 42 anos nesta segunda, Vídeo

Prefeitura de Extremoz lamentou o ocorrido e destacou que o acidente aconteceu na colisão de um bugue particular com um objeto estranho trazido pela maré

Assistente de serviços gerais de uma escola da Redinha e cantora nas horas vagas, Núbia Almeida, não conseguiu comemorar o aniversário de 42 anos com familiares e amigos. O corpo da mulher que morreu após acidente de bugue com bloco misterioso na orla da Praia de Santa Rita, em Extremoz, na noite do sábado (8), foi sepultado na manhã desta segunda-feira (10).

Albaniza Silva de Almeida, mãe de Núbia, contou que a filha telefonou para ela minutos antes de receber a notícia do acidente dizendo que iria dormir em Santa Rita naquela noite. “Ela me ligou dizendo que iria dormir na casa da irmã, mas a amiga convenceu de que seria melhor vir para a Redinha. Ela mudou de ideia”, relatou a mãe.

Núbia trabalhava como ASG durante a semana e nas horas vagas cantava em bares da cidade. O tecladista Weiker Bezerra tocava com Núbia e disse com muita tristeza que os dois tinham festa para cantar no domingo e nesta segunda seria a comemoração do aniversário da amiga. O velório ocorreu no Clube Nana Banana, na Redinha, e o sepultamento do corpo foi no início da manhã no cemitério do bairro. A cantora deixou dois filhos.

Entre as praias de Santa Rita e da Redinha, litoral Norte e Grande Natal, era possível ver diversos fardos semelhantes ao que provocou o acidente na noite de sábado. Mais três pessoas estavam no veículo. Os feridos foram encaminhados para unidade hospitalar, mas não foi informado o estado de saúde deles.

O presidente do Sindicato dos Bugueiros do RN (SindBuggy), Luiz Tiago Manoel, disse que o bugue envolvido no acidente pertencia a uma família, era particular, e não tinha autorização oficial para circular pela praia. “Não se trata de um bugue credenciado. Foi uma fatalidade”, afirmou Luiz Tiago. Ele confirmou que o tráfego de veículos pela beira-mar sem autorização é proibido por lei, mas não há fiscalização à noite. “Não tem como ter fiscalização à noite porque não há fluxo de veículos”, concluiu.

Em nota, a Prefeitura de Extremoz lamentou o ocorrido e destacou que o acidente aconteceu pela colisão de um bugue particular com um objeto estranho trazido pela maré. E que esses “objetos” têm aparecido por todo o litoral nordestino com frequência. A prefeitura reforçou que tem mantido rigorosamente a coleta de lixo e entulho nas praias de Extremoz.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) informou que não tem competência para recolher esses fardos onde existem licenciamento e fiscalização pelo município. E o órgão competente para fazer a análise e autuar os possíveis culpados é o Ibama. Os blocos de outro e látex pesam em média 100 quilos. O Idema informou que a Ong Oceânica fez o recolhimento de dez pacotes como nos últimos 15 dias Orla da Praia de Búzios, Litoral Sul, município de Nísia Floresta.

Postado em 10 de junho de 2019 - 14:09h
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