14 de novembro de 2018

Ex-prefeito que matou filho por engano não tinha porte nem registro da arma, diz delegado

O ex-prefeito que matou o filho por engano, acreditando ser um assaltante, não tinha porte e nem registro da arma que usou no crime, segundo informou o delegado Jorge Luis, responsável pelo caso. Adilson Azevedo, de 63 anos, que foi gestor em Baraúna, no Curimataú da Paraíba, se apresentou à polícia e prestou depoimento nesta terça-feira (13). 

O filho dele, Alyson Azevedo, que tinha 37 anos, também foi ex-gestor do município. Durante o depoimento, Adilson entregou a arma com que atirou no filho, um revólver calibre 38. Segundo o delegado Jorge Luis, o ex-prefeito não foi autuado e vai responder pelo crime em liberdade, já que se apresentou à polícia. 

Ele foi liberado para comparecer ao velório do filho.
Adilson alegou, ainda, que já havia sido assaltado e, por isso, quando escutou o barulho no portão da casa dele sendo violado, se preparou para atirar sem saber que a vítima era o próprio filho. O velório de Alyson aconteceu no ginásio Joselito de Oliveira. Já o sepultamento aconteceu as 17h desta quarta-feira (14) no cemitério municipal de Baraúna. 

Entenda o caso Depois de ser chamado por vizinhos porque uma fumaça estava saindo da casa do pai e ninguém conseguia acordá-lo, Alyson tentou arrombar a porta do imóvel na noite da segunda-feira (12). Adilson atirou de dentro da casa contra o filho achando que se tratava de um assalto. A vítima foi baleada no peito e chegou a ser levada para o Hospital de Picuí, mas não resistiu e morreu. A fumaça que saía da casa e chamou a atenção dos vizinhos era de uma panela de pressão que havia sido esquecida no fogão. 

*G1/PB

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