2 de junho de 2017

PM ocupa escola em Natal para reforçar segurança e evitar evasão de alunos

Arrombada várias vezes e com alto índice de evasão, a Escola Estadual Maria Ilka de Moura, localizada no bairro do Bom Pastor, Zona Oeste de Natal, corria o risco de ser fechada. Para tentar remediar a situação, há 15 dias a Polícia Militar ocupa a escola com o objetivo de garantir segurança dos estudantes e professores. 

Os sinais de arrombamento ainda são visíveis nas portas da escola. As salas de aula não têm mais ventiladores e até as lâmpadas foram levadas pelos criminosos. À Inter TV Cabugi (vídeo acima), a coordenadora pedagógica da escola, Jaiane Dantas, contou que, em 2016, aconteceram dois arrombamentos em que os criminosos levaram praticamente tudo. “A gente perdeu equipamentos que eram fundamentais para o trabalho dos alunos, dos professores, como computadores, instrumentos musicais que eram importantíssimos para o desenvolvimento de oficinas dentro da escola. 

A escola, na segunda-feira, muitas vezes com bebedouros quebrados, espelhos roubados, descargas quebradas”, descreveu. Segundo a direção da escola, a Maria Ilka já chegou a ter 800 alunos, mas nos últimos anos o alto índice de evasão escolar levou a direção a fechar o turno da noite por falta de alunos. Hoje, frequentam a escola, nos turnos matutino e vespertino, apenas 260 alunos do Ensino Fundamental. Há 15 dias, a Polícia Militar decidiu ocupar a escola. São sempre cinco policiais militares que ficam de serviço nos corredores da unidade. O objetivo, segundo o capitão Styvenson Valentim, comandante da 1° Companhia do 9° Batalhão, é garantir o direito das crianças à educação. 

“O motivo da escola estar sendo abandonada é a evasão escolar, um dos motivos é a segurança. Não mexi com policiamento ostensivo nenhum, a polícia ostensiva continua na rua. A gente transferiu apenas os policiais [da parte administrativa] pra dentro da escola, com a autorização da diretora, com a concordância dos pais. Os alunos todos aceitaram essa medida", explicou o capitão. A coordenadora pedagógica diz que, sem a ocupação da PM, a escola corria o risco de fechar as portas. “Esses arrombamentos e essa constante falta de segurança com certeza iam levar ao fechamento da escola, e isso era algo que nos preocupava”, disse. 

*DO G1RN

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