19 de janeiro de 2017

Facção criminosa negociou com governo do RN

Após a morte de mais um preso e sete ficarem feridos na última rebelião, nessa quarta-feira (18), na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, o governo teria convocado dois representantes para negociar com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). 

A intenção é evitar mais confrontos entre integrantes das facções existentes na cadeia. Segundo informações da Tribunal do Norte, o poder público pretende dialogar com os detentos para saber quais as exigências deles e cessar a crise carcerária no presídio. A tentativa de negociação com o PCC, rival do Sindicato do RN, foi para agilizar a intermediação, que engloba, também, a transferência dos detentos. Uma das reivindicações da facção criminosa seria a transferência de 220 detentos da Penitenciária de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, para a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), de onde sairiam 100 presos para Alcaçuz. 

A Polícia Militar iniciou o ritual de negociações na última segunda-feira (16), quando a PM entrou no presídio para separar uma confusão entre as duas organizações criminosas. O secretário de Justiça e Cidadania Wallber Virgolino disse à imprensa que não aceita negociar com detentos. Ele avalia que a crise no sistema carcerário no RN e em outros estados é consequência da concessão feita pelo poder público em dividar as unidades prisionais entre as diferentes facções que atuam no crime organizado. 

A assessoria de imprensa do governo do RN afirmou que o Executivo nomeou duas pessoas para “conversar e manter um contato” com os detentos. No entanto, apesar das negociações, na quarta-feira (18), as transferências foram barradas pela juíza corregedora da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, onde 27 já foram mortos durante motins. A magistrada não aceitou a entrada de novos internos na unidade.

*Seridó no Ar

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