30 de dezembro de 2016

Comissão apurou que invasão de servidor permitiu descobrir desvio de recursos

A instauração da Comissão de Inquérito que apurou desvios de R$ 460 mil na prefeitura de Cerro Corá, só foi possível depois que a assessoria contábil apontou que o sistema de informática da prefeitura foi invadido por “hackers”, fato que obrigou redigitação de processos de empenho, liquidação e pagamento, oportunidade em que verificou-se a inexistência de vários processos físicos, muito embora tais informações tenham sido lançadas no Sistema Contábil da Prefeitura, todos referentes ao exercício de 2016.

 Relatório da Comissão de Inquérito presidida por Ícaro de Paiva Alves e que tinha como membros Francisco Cleudson da Costa e Francisco Canário Filho, diz que o montante de valores envolvidos nestes processos “inexistentes”, apenas referentes ao exercício de 2016, era da ordem de R$ 85.420,92, motivo pelo qual foi solicitado ao Banco do Brasil, Agência de Currais Novos, a microfilmagem dos cheques oriundos dos processos de pagamento investigados, onde verificou-se que todos foram devidamente compensados. 

“Recebida tal informação, o Chefe do Executivo Municipal determinou a instauração de Sindicância e a apuração por meio de Comissão Especial de Inquérito”, diz o relatório. Segundo o documento publicado na edição desta sexta-feira (30), do “Diário Oficial dos Municípios”, a Comissão determinou, inicialmente, a oitiva do prefeito Raimundo Marcelino Borges, bem como do servidor público municipal Raimundo Caetano de Souza, ocupante do cargo de Tesoureiro. 


Em seu depoimento, o prefeito alegou desconhecer os processos de empenho, liquidação e pagamento investigados nos autos, bem como negou ser suas as assinaturas constantes nas microfilmagens dos cheques apresentados pelo Banco do Brasil, após solicitação do Setor Contábil da Prefeitura. Já o servidor Raimundo Caetano de Souza, brasileiro, casado, servidor público municipal efetivo, que exercia a função de digitador, ocupante do cargo de Tesoureiro, por sua vez, em depoimento gravado, reconheceu taxativamente ter lançado falsamente no sistema de contabilidade adotado pela Prefeitura Municipal processos de empenho, pagamento e liquidação. 

Além disso, confessou ter emitido os cheques objeto do presente processo, falsificando a assinatura do Prefeito Municipal, bem como ter depositado os valores desviado em conta bancária da qual realizava movimento. Caetano alegou que tudo foi feito sozinho, e sem participação de nenhum outro servidor público municipal ou terceiro beneficiado. 

Alegou também que só realizou esta prática no exercício de 2016. Por fim, diz o relatório da Comissão de Inquérito, após análise dos documentos presentes nos autos, o servidor Raimundo Caetano confessou ter desviado dos cofres públicos municipais a quantia total de R$ 85.420,92, comprometendo-se a restituir esta quantia atualizada aos cofres públicos do Município. 

*Fonte: Cerrocoranews

Nenhum comentário:

Postar um comentário