19 de setembro de 2016

Médico reivindica tratamento à base de injeção de sangue no clitóris para melhorar orgasmos

Kim Kardashian utilizando o “lifting facial de vampiro” com o Dr. Charles Runels. Foto: Reprodução / Instagram

De acordo com uma pesquisa realizada pela American Medical Association, mais de 50 milhões de mulheres em todo o mundo lutam para atingir um orgasmo. No entanto, segundo o médico Dr. Charles Runels, apelidado de Dr. O, um procedimento criado por ele pode ser equivalente a uma pequena dose da famosa “pílula azul” – fazendo alusão ao Viagra, mundialmente usado por homens. Trata-se de uma injeção, que custa pouco mais de 1.200 dólares (R$ 3.941), em que uma pequena quantidade de sangue é removida da paciente e, em seguida, utilizando uma centrífuga, separam-se as plaquetas ricas em plasma (PRP). 

Depois, o sangue é colocado em uma seringa e inserido no clitóris da paciente, conforme informações do jornal inglês Daily Mail. O procedimento completo dura cerca de 20 minutos e a ideia é que o processo estimule o crescimento celular. Por exemplo, quando você se corta, as células-tronco são atraídas para a região lesionada e são ativadas para crescerem novos tecidos, estimulando também novo colágeno, tecido adiposo e vasos sanguíneos. 


Para impedir que ocorra inflamação, há um aumento do fluxo sanguíneo, e consequentemente, a sensibilidade nesta área fica maior. A ideia da injeção ganhou atenção da mídia ainda em 2013, quando o ex-jogador da NBA, Kobe Bryant, utilizou o método para reparar lesões em diferentes partes de seu corpo. Ainda, a socialite Kim Kardashian, postou uma foto em sua conta no Instagram, mostrando o rosto coberto de sangue após fazer um “lifting facial de vampiro” – ambos realizados pelo Dr. Runels. 

Logo, todos esses procedimentos seguem o mesmo princípio da injeção, chamada por ele de “O-Shot”. Em uma entrevista ao The Guardian, ele revelou que há anos tem injetado o sangue em seu próprio pênis, relatando uma sensibilidade máxima. No entanto, um dia, sua namorada disse que queria experimentar. Assim, depois de ver sua sensibilidade e orgasmos mais fortes, ele decidiu tentar o procedimento em outros pacientes. Ele disse que seu trabalho é essencialmente destinado a capacitar as mulheres. Uma de suas pacientes, Kathleen Hale, contou em uma entrevista ao The Guardian que havia sido estuprada aos 13 anos de idade e que o mesmo ocorreu repetidas vezes durante um casamento de 10 anos. 

Ela estava com tantas feridas que era incapaz de sentir prazer, apenas dor. Mas, após uma visita ao Dr. O, seus ferimentos foram amenizados e sua “incontinência foi embora”, segundo suas afirmações. Refletindo a respeito do caso de Hale, Dr. Runels disse: “Essa é minha vingança [contra estupradores], dizer um *basta* [palavrão usado na declaração] e devolver às mulheres suas “flores” de volta”. Ele afirmou ainda que 85% das pacientes se mostraram felizes com os resultados. No entanto, profissionais médicos ainda desaprovam o procedimento, pela falta de testes e aprovação da FDA (Food and Drug Administration). Runels financiou um estudo de 95 mil dólares na Universidade George Washington, nos EUA, para testar o procedimento em nove mulheres. 

O estudo visava avaliar os efeitos da injeção de PRP em um tipo de eczema vaginal (líquen escleroso vulvar), que é uma forma comum de cicatrizes frequentemente presentes em vítimas de estupro e mulheres no pós-parto. A pesquisa, publicada no Journal of Lower Genital Tract Disease, descobriu que a injeção reduziu as inflamações. No entanto, médicos obstetras e ginecologistas têm rejeitado os resultados, uma vez que envolveu apenas nove mulheres e as conclusões foram baseadas em depoimentos. 
*Jornal Ciência, via Daily Mail

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