2 de maio de 2016

Infectologista diz que sintomas do Chikungunya podem durar vários anos

Entre os temas que mais preocupam os brasileiros atualmente, certamente, está o temido mosquito Aedes aegypti, transmissor do Zika, Dengue e Chikungunya. O assunto foi debatido na manhã deste sábado (30), em Simpósio realizado na Faculdade de Medicina da UERN. O infectologista Fabiano Rodrigues, um dos palestrantes do evento, conversou com o MOSSORÓ HOJE e destacou que os efeitos da Chikungunya podem durar de meses a anos, devido a uma reação inflamatória que o organismo não consegue reverter. 

“O Chikungunya faz isso porque é uma doença, que apesar de provocar uma reação inflamatória muito violenta, o organismo não consegue debelar o quadro de maneira satisfatória, não consegue produzir uma imunidade que, efetivamente, consiga destruir o vírus, e isso acaba gerando um quadro de perpetuação da infecção por meses, por anos”, destacou. 

Questionado sobre se a doença pode levar à morte, Rodrigues informou que não só pode, como tem levado. Principalmente pessoas do grupo de risco, como aquelas que já têm alguma doença crônica. Segundo o médico, a principal forma de prevenção continua sendo evitar a picada do mosquito e o uso de repelentes é primordial. 


 “Por conta disso, a principal forma de prevenção continua sendo evitando a picada do Aedes aegypti. A indicação é também o uso de repelentes, principalmente para o grupo de risco além de pessoas que tenham doença crônica, como diabetes, insuficiência renal, doença pulmonar, distúrbio cerebral, asma”, disse. “Esses devem, eventualmente, tentar telar a casa, evitar áreas de maior circulação do mosquito ou momento do dia em que há maior circulação dele, que é no finalzinho da tarde e início da manhã”, explicou. 

 O médico frisou que pessoas que moram em prédios não estão livres da picada de mosquito, como se tem dito. “O mosquito tem uma autonomia de voo de até 400 metros, então ele pode subir pelas escadarias do prédio, pode subir através elevadores, então é preciso ter preocupação sim, mesmo os que moram em prédios”, informou. 

Zika Vírus 
Segundo Fabiano, o vírus da Zika pode causar um conjunto de sinais e sintomas, que foi denominado de síndrome congênita do Zika. Essa síndrome tem sintomas além da microcefalia, presentes nas crianças que foram agredidas pelo vírus da Zika durante a gestação Até o dia 13 de abril, o RN tinha 414 casos de microcefalia associadas ao Zika Vírus, de acordo com a Secretaria do Estado de Saúde Pública (SESAP). 

 “É uma síndrome congênita que tem características absolutamente nefastas para a criança. Talvez congregue somente nela todas as coisas graves que têm nas outras, isso para a criança que está sendo concebida dentro do ventre materno e se desenvolvendo, é profundamente ruim, tanto para a criança quanto para a sociedade como um todo, porque essa criança vai demandar um cuidado muito especial”, explicou. De acordo com o infectologista, as crianças com microcefalia associadas ao Zika Vírus precisam, necessariamente, de cuidados especiais, tanto pela família quanto da sociedade em si. 

 “Não é que entrou em contato com o Zika que vai gerar a microcefalia. Mas, a gente ainda está aguardando os exames prospectivos, depois que a gente tem que assertiva que a pessoa foi realmente infectada pelo Zika, e a partir desses estudos saber o que isso está trazendo em relação à criança e à gestante, temos muito mais perguntas ainda do que respostas, mas as respostas têm sido pujantes no sentido de evitar o contato com o Aedes”, afirmou.

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