O Comunicador

Sesap diagnostica dois casos de raiva animal no RN

A Subcoordenadoria de Vigilância
Ambiental (SUVAM) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap),
através do Programa Estadual de Controle da Raiva, diagnosticou, entre
os dias 18 e 23 de abril, dois casos positivos de raiva animal no Rio
Grande do Norte. O primeiro ocorreu na quinta-feira passada (18), em um
morcego, e nesta terça-feira (23) o Laboratório de Raiva do LACEN/RN
informou sobre um gato de rua agressor registrado no município de Lajes
Pintada.
A amostra do morcego chegou através de uma moradora do bairro das
Rocas, em Natal, que havia sido agredida pelo animal. Ela procurou
atendimento no Hospital Giselda Trigueiro, levando consigo o morcego que
foi encaminhado para o Laboratório de Raiva para o exame da
Imunofluorescência Direta. O resultado foi positivo e, segundo a
subcoordenadora de Vigilância Ambiental (SUVAM) da Sesap, Iraci Nestor
de Souza, o diagnóstico foi informado ao Centro de Controle de Zoonoses
de Natal, que realizou a investigação no local no mesmo dia. “Serão
organizadas ações educativas na área da ocorrência”, afirmou.
Quanto ao caso do gato positivo, em Lajes Pintada, a V Unidade
Regional de Saúde Pública (URSAP) foi informada e a equipe está
providenciando junto ao município ações de prevenção, como investigação e
bloqueio vacinal, através da imunização de cães e gatos dentro da área
de foco nas primeiras 72 horas. De acordo com Iraci Nestor, o envio de
amostras para monitoramento da circulação do vírus é muito importante,
pois a partir daí são desencadeadas ações de prevenção contra a doença,
como a busca ativa por pessoas agredidas e trabalhos educativos.

O último óbito por raiva registrado no RN foi em 2010, no município
de Frutuosos Gomes e o animal transmissor foi um morcego. Na época, o
agricultor foi agredido e, por desconhecimento do risco de transmissão
da raiva por essa espécie animal, não procurou atendimento médico.
Apesar da letalidade de aproximadamente 100%, a raiva é totalmente
prevenível através da aplicação de soro e vacina, dependendo do caso.
Por isso é essencial que qualquer pessoa que tenha entrado em contato
direto, através de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras, com animais
potencialmente transmissores da raiva, como cães, gatos, morcegos,
raposas, saguis, cavalos, etc. procure atendimento médico imediatamente.
Para morcegos, animais considerados de alto risco, é recomendada
profilaxia com soro e vacina.
Como fazer ao se deparar com morcego suspeito de raiva
Os morcegos são animais noturnos que podem se alimentar de insetos
(insetívoros), frutos (frugívoros), néctar (nectarívoros), pequenos
animais (carnívoros) e sangue (hematófagos). Esses animais são de grande
importância ecológica, pois contribuem no controle de insetos, na
polinização de plantas e disseminação de sementes. Por isso são
protegidos por lei (Lei Federal nº 9.605/98), não podem ser caçados ou
mortos e sua eliminação indiscriminada é um crime contra a natureza.
No Brasil, os morcegos foram os animais transmissores da raiva para
humanos em 45% dos casos notificados nos últimos dez anos, sendo o cão
ainda o principal transmissor. No Rio Grande do Norte, desde 2005 já
foram registrados 108 morcegos positivos para raiva, só em 2010 foram
64. Em 2011 foram 21 e em 2012, 15.
Para a subcoordenadora da SUVAM, Iraci Nestor, apesar do morcego
registrar um grande potencial para raiva existe ainda desconhecimento da
população quanto ao perigo dos morcegos como transmissores. É
importante alertar às pessoas de que ao encontrar um morcego suspeito de
raiva, ou seja, encontrado morto ou em situações não usuais, caído ou
pousado em parede durante o dia, com voos ou incoordenação de
movimentos, agressividade ou paralisias, é recomendado não tocar no
animal, pois este pode morder para se defender.
“Se ele estiver no chão, coloque um objeto (balde, bacia ou caixa)
sobre ele, tomando cuidado para não o manusear; afaste as pessoas e
animais do ambiente onde o morcego se instalou e isole o local; não o
provoque ou brinque com ele e chame imediatamente o serviço de controle
de zoonoses ou a secretaria de saúde de seu município. Caso o morcego
não seja suspeito de raiva e esteja voando dentro de casa apague as
luzes e abra todas as janelas, pois ele encontrará a saída sozinho”,
orienta.
Fonte: Blog do BG
Postado em 24 de abril de 2013 - 23:28h
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