28 de setembro de 2012

Perfil é condenado por manipular pesquisa em Taipú/RN



Está no Novo Jornal, Um dia após a Justiça Eleitoral ter concedido uma sentença negativa à coligação União por Natal, de Carlos Eduardo Alves (PDT), condenando-a por manipulação de pesquisa eleitoral, ontem foi à vez das empresas Perfil Pesquisas e RN Gráfica receberem uma condenação, acusada de favorecer irregularmente o candidato ao cargo de prefeito de Taipu, Joãozinho Melo (PSB).

A decisão foi do juiz da 46ª Zona Eleitoral, Reynaldo Odilo Martins, enquanto a ação é de autoria da coligação Vitória do Povo. Em sua sentença, Martins afirma que a pesquisa registrada com o número RN- 00096/2012, em Taipu, desrespeitou os critérios de proporcionalidade e isonomia em relação à quantidade de entrevistas, em razão da coleta de amostras ter sido inferior na área urbana em relação à zona rural.

Os autores da ação argumentaram que, apesar da pesquisa indicar uma divisão “Urbana x Rural” seguindo os dados do censo 2010 do IBGE, expôs o contrário. Para a Vitória do Povo, o artifício é uma forma de favorecer “um ou outro candidato”, pois a quantidade de eleitores na área urbana de Taipu representa mais de 60% do total de eleitores.

A coligação autora também argumenta que a área rural recebeu privilégio por o atual prefeito de Taipu, Sebastião Ambrósio (Bastinho) morar nessa região, mais especificamente no povoado de Serra Pelada, onde 45 pessoas foram ouvidas.

Bastinho apoia a candidatura de Joãozinho Melo.

O Ministério Público deferiu o pleito da Vitória do Povo.

Como um exemplo, o juiz citou que, em Serra Pelada, onde a quantidade de eleitores corresponde a 7,88% do eleitorado municipal, foram colhidas 45 amostras de intenção de voto.

Já na localidade de Cachoeira, com 11,04% do eleitorado, foram registradas 19 amostras de intenção de voto.



Qualquer irregularidade verificada no que diz respeito à base científica da coleta de dados acarreta em suspensão da divulgação de pesquisas.

Caso descumpra a sentença, a coligação pode receber uma multa de R$ 50 mil.

 Da pra confiar em pesquisa?

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