Está no Novo Jornal, Um dia após a Justiça Eleitoral ter concedido uma
sentença negativa à coligação União por Natal, de Carlos Eduardo Alves (PDT),
condenando-a por manipulação de pesquisa eleitoral, ontem foi à vez das
empresas Perfil Pesquisas e RN Gráfica receberem uma condenação, acusada de
favorecer irregularmente o candidato ao cargo de prefeito de Taipu, Joãozinho
Melo (PSB).
A decisão foi do juiz da 46ª Zona Eleitoral, Reynaldo Odilo
Martins, enquanto a ação é de autoria da coligação Vitória do Povo. Em sua
sentença, Martins afirma que a pesquisa registrada com o número RN- 00096/2012,
em Taipu, desrespeitou os critérios de proporcionalidade e isonomia em relação
à quantidade de entrevistas, em razão da coleta de amostras ter sido inferior
na área urbana em relação à zona rural.
Os autores da ação argumentaram que, apesar da pesquisa
indicar uma divisão “Urbana x Rural” seguindo os dados do censo 2010 do IBGE,
expôs o contrário. Para a Vitória do Povo, o artifício é uma forma de favorecer
“um ou outro candidato”, pois a quantidade de eleitores na área urbana de Taipu
representa mais de 60% do total de eleitores.
A coligação autora também argumenta que a área rural recebeu
privilégio por o atual prefeito de Taipu, Sebastião Ambrósio (Bastinho) morar
nessa região, mais especificamente no povoado de Serra Pelada, onde 45 pessoas
foram ouvidas.
Bastinho apoia a candidatura de Joãozinho Melo.
O Ministério Público deferiu o pleito da Vitória do Povo.
Como um exemplo, o juiz citou que, em Serra Pelada, onde a
quantidade de eleitores corresponde a 7,88% do eleitorado municipal, foram
colhidas 45 amostras de intenção de voto.
Já na localidade de Cachoeira, com 11,04% do eleitorado,
foram registradas 19 amostras de intenção de voto.
Qualquer irregularidade verificada no que diz respeito à
base científica da coleta de dados acarreta em suspensão da divulgação de
pesquisas.
Caso descumpra a sentença, a coligação pode receber uma
multa de R$ 50 mil.
Da pra confiar em pesquisa?

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